Relações Internacionais 2007

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

topicos tematicos (09/11 ATÉ 16/11) Fases da Guerra Fria / Bill Clinton x Bush (filho)

POLÍTICA EXTERNA AMERICANA – NA GUERRA FRIA
· Doutrina Trumann: Conter expansionismo soviético / pregava a necessidade (dever) dos EUA de proteger os “povos livres” do sistema internacional. (essa idéia vem do Destino Manifesto, que justificava moralmente a expansão norte-americana).
· Aos olhos dos soviéticos democracia americana não era exemplo para ninguém. Já que o sistema político era cheio de pressão dos lobbies; e ainda o capitalismo é um sistema que reafirma e estimula a diferença entre as classes (pois gera consumo desenfreado).


A GUERRA FRIA TEVE5 FASES

1)
(1947 A 1962) CONFRONTAÇÃO
(em 47 é que surge a doutrina truman e 62 é quando ocorre crise dos mísseis) Período inicial da guerra fria, e com a crise dos mísseis é onde fica claro que G.F não se solucionaria com conflito armado, pois não haveria vencedores nessa guerra. Inicia-se processo de aproximação das relações comerciais com URSS.

2) COEXISTÊNCIA COMPETITIVA – prolongação da confrontação, corrida armamentista, porém há a linha vermelha, que permite negociação direta entre EUA e URSS. E ainda há reaproximação das relações comerciais com URSS.
3)
DETENTE / COEXITÊNCIA PACIFICA (1969 A 79)
Em 1977, Jimmy Carter inicia seu mandato, e continua processo de reaproximação com URSS, porém em 79 URSS invade Afeganistão, e essa invasão faz com que processo de aproximação seja suspenso / EUA se sentem traídos por URSS. Em 1979 surge a DOUTRINA CARTER: que diz que qualquer país que tentar quebrar equilíbrio do oriente médio será considerado inimigo / o ato de invadir oriente médio é uma afronta aos interesses norte-americanos; e esse ato receberia uma resposta por parte dos EUA.
Então em 1980 o EUA envia agentes da CIA ao oriente médio e começa a treinar milícias (Talibã, Al Qaeda, etc), para conter invasões da URSS ao oriente médio.


MAIS INFORMAÇOES (FONTE:WIKIPEDIA)

Após a morte de Stalin, em 1953, Nikita Khrushchov subiu ao posto de Secretário-Geral do Partido Comunista da União Soviética e, portanto, governante dos soviéticos. Condenou os crimes de seu antecessor e pregou a política da coexistência pacífica entre os soviéticos e estadunidenses, o que significaria os esforços de ambos os lados em evitar o conflito militar, havendo apenas confronto ideológico e tecnológico (corrida espacial). Houve apenas tentativas de espionagem. Esta política também possibilitou uma aproximação entre os líderes. Khrushchov reuniu-se diversas vezes com os presidentes estadunidenses: com Dwight D. Eisenhower, em 1956, no Reino Unido; em 1959 nos Estados Unidos; e em 1960 na França; e com Kennedy se encontrou uma vez, em 1961, em Viena, Áustria. O período da Détente seguiu-se à Crise dos Mísseis, por ela quase ter levado as duas superpotências a um embate nuclear. Os EUA e a URSS decidiram, então, realizar acordos para evitar uma catástrofe mundial. Nesta época, vários tratados foram assinados entre os dois lados.
Tratado de Moscou (1963) - Os dois países regularam a pesquisa de novas tecnologias nucleares e concordaram em não ocupar a
Antártica.
TPN (
Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares) (1968) - Os países signatários (EUA, URSS, China, França e Reino Unido) comprometiam-se a não transmitir tecnologia nuclear a outros e a se desarmarem de arsenais nucleares.
SALT I (Strategic Arms Limitation Talks - Acordo de Limitação de Armamentos Estratégicos) (1972) - Previa o congelamento de arsenais nucleares dos Estados Unidos e da União Soviética.
SALT II (1979) - Prorrogação das negociações do SALT I.
Os dois países tinham seus motivos particulares para buscar acordos militares e políticos. A URSS estava com problemas nos relacionamentos com a China, e viu este país se desalinhar do socialismo monopolista de Moscou. Isso criou a prática da
diplomacia triangular, entre Washington, Moscou e Pequim. Também estavam com dificuldades agrícolas e econômicas. E os Estados Unidos haviam entrado numa guerra contra o Vietnã, e na década de 1970 entrariam em uma grave crise econômica.
Apesar de garantir o não-confronto militar, acirrou a rivalidade política e ideológica, culminando em algumas revoltas sociais e apoios a revoltas e revoluções na Europa e terceiro mundo.


4)
CONFRONTAÇÃO RENOVADA (1979 A 85)
(Jimmy Carter termina mandato em 1981, e em 82 Reagan é eleito presidente). Reagan promove rearmamento dos EUA, adotam táticas de guerrilha, promovem tráfico de armas, e treinamento militar as milícias do oriente médio. Nessa época é feito um investimento enorme em armamentos. Nessa época também surge o projeto “guerra nas estrelas” (construção de escudo antimísseis no espaço – fora do planeta), que foi um grande blefe, pois não havia nem dinheiro nem tecnologia para bancar um projeto assim. Porém soviéticos acreditaram, e retomam investimento armamentício (porém URSS está com graves problemas econômicos, que só pioram com o rearmamento)

Em
1981, Ronald Reagan foi eleito presidente dos Estados Unidos e, ao contrário de seus antecessores, que pregavam a Distensão, Reagan mostrou-se feroz na política externa, confrontando a União Soviética, fornecendo armamentos a Saddam Hussein, ditador iraquiano, na guerra Irã-Iraque e aos guerrilheiros Mujahideen no Afeganistão, que lutavam contra os soviéticos, e realizando diversas outras manobras no cenário internacional.
Em 1985 Mikhail Gorbatchev assume governo da URSS.

5) DIÁLOGO RENOVADO (1985-91)
Há abertura econômica da URSS (perestroika) e política (Glasnost); e fim da guerra fria
MAIS (WIKIPEDIA):
Foi eleito
Mikhail Gorbatchev, cuja plataforma política defendida era a necessidade de reformar a União Soviética, para que ela se adequasse à realidade mundial. Em seu governo, uma nova geração de políticos tecnocratas - que vinham ganhando espaço desde o governo Khrushchov - se firmou, e impulsionou a dinâmica de reformas na URSS e a aproximação diplomática com o mundo ocidental.
Gorbatchev defendeu o liberalismo econômico na URSS como a única saída viável para os graves problemas econômicos e sociais. A União Soviética, desde o início dos anos 70, passava por grande fragilidade, evidenciada na queda da produtividade dos trabalhadores, a queda da expectativa de vida e, finalmente, o acidente nuclear de Chernobil, evento que mostrou a deficiência pela qual a URSS passava.
Frente a estes problemas, Mikhail Gorbachev aplicou dois planos de reforma na URSS:
Perestroika: série de medidas de reforma econômicas. Para Gorbatchev, não seria necessário erradicar o sistema socialista, mas uma reformulação deste seria inevitável. Para tanto, ele passou a diminuir o orçamento militar da União Soviética, o que implicou em diminuição de armamentos e a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão.
Glasnost: a "liberdade de expressão" à imprensa soviética e a transparência do governo para a população, retirando a forte censura que o governo comunista impunha.
A nova situação de liberdade na União Soviética possibilitou um afrouxamento na ditadura que Moscou impunha aos outros países. Pouco a pouco, o Pacto de Varsóvia começou a enfraquecer, e cada vez mais o Ocidente e o Oriente caminhavam para vias pacíficas. Em 1986, Ronald Reagan encontrou Gorbatchev na Islândia, para discutir novas medidas de desarmamento dos mísseis estacionados na Europa.
. Finalmente, no dia 31 de Dezembro de 1991, Gorbatchev anunciava o fim da URSS renunciando ao cargo que ocupava.


FIM DA GUERRA FRIA



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GUERRA IRÃ X IRAQUE 1980-88
Saddam precisa de empréstimos para financiar a guerra, e empresta do Kwait. Mas após a guerra (após 88, na década de 90), ele deve quantidades absurdas para Kwait. Para não ter que pagar a dívida, ele invade o kwait. Porém, não contava que EUA ia se contrapor à invasão.

EM 1989 ASSUME GEORGE H. W. BUSH (Bush Pai) - republicano
· Ele encontra um grande problema a sua frente, pois toda sociedade norte-americana (e politicos) estavam voltados para URSS que pautava existência da política externa intervencionista norte-americana. Por isso ameaça comunista era “algo bom” para EUA, pois faziam a população crer na ameaça externa e isso gerava coesão interna no país. (por isso EUA exagerava na ameaça da URSS, mesmo sabendo que ela não era tão poderosa assim).
· Então, naquele momento Bush tinha um problema diante de si: “como defender/legitimar intervencionismo americano no sistema internacional agora que não há mais inimigo externo??” No começo de seu governo Bush pai não consegue achar uma saída, até que Saddam Hussein invade o Kwait. Então Bush trabalha a existência de um novo inimigo (ele é o mau. Ele é um ditador cruel, etc). EUA invadem para impedir Saddam, “nomeando” ele o novo inimigo que EUA deve combater. Porém, era obvio que Saddam não era inimigo real, nem tão perigoso. (em 8 anos de governo Reagan rearmamento gerou dívidas, e colocou economia dos EUA em dificuldades). E Bush, investindo novamente em exército, armas etc, e enviando soldados ao Iraque, aumenta ainda mais a dívida dos EUA.
OBS: POPULAÇÃO NORTE-AMERICANA VOTA SEMPRE EM REPUBLICANOS QUANDO SEGURANÇA NACIONAL ESTÁ EM JOGO. PORÉM REPUBLICANOS TÊM DIFICULDADES DE CONTROLAR GASTOS, POIS SEMPRE INVESTEM MUITO NA AREA MILITAR, ENTÃO VOTAM EM DEMOCRATAS QUANDO PRECISAM QUE ECONOMIA SE ESTABILIZE E CRESCA.



EM 1992 BILL CLINTON SE ELEGE PRESIDENTE (Slogan: It’s the economy, stupid!) (1992 ATÉ 1999)


· Democrata / os democratas adotam teoria realista.
· Teoria realista: economia deve estar bem para que se possa construir poder frente ao sistema internacional.
· Em seu primeiro mandato se focaliza na economia domestica (interna): faz investimentos em infra-estrutura, põe dinheiro em circulação; aumenta carga tributária, etc. Com isso a economia se recupera (se torna superavitária). Essa é a chamada fase do “pleno emprego”, pois só fica desempregado quem quer. Mais oferta de emprego do que pessoas procurando por trabalho.
· É nessa época que é aprovado o NAFTA, a OMC, nasce o projeto da ALCA etc.
· FAST TRACK, OU TPA (TRADE PROMOTION AUTHORITY): de acordo com Constituição dos EUA, quem toma decisões sobre comércio é o Congresso. Porém, o Congresso pode dar uma autorização ao presidente para que ele tome as decisões comerciais. (quando congresso não concede TPA, pode mudar o tratado quando chegar às suas mãos, e invalidá-lo – não há segurança de que o tratado será mantido, se o presidente não tiver o TPA), PORÉM CLINTON PERDEU O TPA. / mas fechou os acordos (como o Nafta, por exemplo) mesmo sem o TPA.
· 1992 – Eleições presidenciais (Clinton se elege - democrata) / 1994 – Eleições do congresso (maioria republicana, são oposição, e por isso tiram o TPA do Clinton em 1994). Eleições em anos diferentes, pois se presidente estiver fazendo mau governo, a população vota na oposição para o congresso, e assim o congresso pressiona o presidente.
· EM SEU 2 º MANDATO adota sua mesma política realista, mas marcada por princípios idealistas. Adota política da HEGEMONIA BENEVOLENTE (diz que EUA é nação indispensável à hegemonia do sistema internacional) e INTERVENÇÃO HUMANITÁRIA (Estados que descumprem direitos humanos sofreriam intervenções, como foi o caso de Somália, Kosovo etc). Essas políticas seguem a teoria do PODER BRANDO, que diz que manutenção da hegemonia do Sistema Internacional é menos custosa se eles “servirem de exemplo” para os outros países,e não se utilizarem do PODER BRUTO(intervenção militar). (TEORIA REALISTA: custo/benefício: a intervenção acontecerá somente se for boa pra economia, e trazer mais benefícios do que custos.) POR ADOTAR ESSE SISTEMA DE INTERVENÇÃO MAIS SUTIL é que não houve tantos movimentos anti-EUA no mundo no governo dele.
· Clinton tentava agir multilateralmente (construir coalizões antes de invadir), ou seja, não invadir sozinho e sem aprovação de outros, pois entendia que essa seria a forma mais viável de construir hegemonia dos EUA


GEORGE W. BUSH (FILHO) – REPUBLICANO (2000 ATÉ HOJE)

· Entra, junto com ele, um grupo chamado de Neoconservadores (teoria criada por Charles Krauthammer), que diz que momento unipolar foi desperdiçado (por Bush Pai e Bill Clinton), pois não souberam agir pela força e dominar Sistema Internacional quando tiveram a chance / permitiram surgimento de países que são inimigos em potencial / essa teoria diz que cabe aos EUA manter um Sistema Unipolar.
· A teoria parecia meio absurda aos olhos de todos, mas bem nessa época houve o 11de Setembro. Neoconservadores se aproveitam disso e dizem “viu! Nós avisamos que tínhamos inimigos em potencial, que agora são inimigos de verdade”. E nisso a população passa a acreditar que eles estavam mesmo certos.
· O ataque de 11 de Setembro traz o medo, que gera novamente coesão interna (sociedade americana é muito polarizada normalmente, há muitos grupos sociais e com interesses muito diferentes, mas quando há ameaça externa, todos se unem).
· POLÍTICA IDEALISTA é a utilizada no governo Bush. Ela diz que EUA tem função de regular e formar sistema internacional de acordo com sua visão de mundo. (e que os acordos devem sempre ser bilaterais, e nunca multilaterais).
· Bush se utiliza desse medo provocado pelos ataques às Torres Gêmeas e instala a chamada GUERRA AO TERROR. – contra os ROGUE STATES (eixo do mal). Com isso ele promove o medo (criam alertas de níveis de ameaça, por cores, por exemplo, e espalham pelas cidades, etc). Surge então o conceito de Guerra Preventiva (atacar para que inimigos não tenham oportunidade de se erguer como inimigo e atacar EUA).
· A GUERRA AO TERROR é “útil”, pois o terror é algo abstrato. No começo, foi o Bin Laden, depois o Saddam (por supostamente ter armas de destruição em massa)....
· Por isso houve a época de ódio a todos os árabes, americanos atacando árabes que vivem lá, etc. Então americanos começam a ver que não é todo mundo que usa turbante que é “do mau”. E ainda a guerra do Iraque se tornou muito cara, muitos soldados morrendo... e com essas “fichas que foram caindo”, o povo americano deixou de aprovar o governo Bush, e ainda elegeu um congresso democrata, para que ele seja pressionado e suas ações limitadas. Hoje, ele tem 7% de aprovação apenas, e está cada vez mais isolado, seus funcionários estão renunciando, congresso não libera mais verba para financiar guerra do Iraque, etc.


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